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domingo, 21 de novembro de 2010

Texto: O PENSAMENTO POLÍTICO DE NICOLAU MAQUIAVEL

O PENSAMENTO POLÍTICO DE NICOLAU MAQUIAVEL

Ao observar essa breve descrição da vida de Maquiavel, podemos perceber como seu emprego na chancelaria de Florença permitiu-lhe, entrar em contato com as mais diversas experiências políticas. Suas viagens foram responsáveis pela acumulação de conhecimento e motivação na construção dos pilares de seu pensamento político. Em sua primeira viagem a França, ele vai em busca de ajuda contra a cidade de Pisa, uma vez que Florença encontrava dificuldades na guerra que travavam. Isso o leva a considerar o governo florentino como fraco, por adotar posturas nocivas ao governo que seriam explicitadas ao longo da obra O Príncipe, um estando no capítulo seis: “[...] se para executar suas obras precisam pedir ajuda a outrem, ou se podem impor-se pela força. Na primeira hipótese sempre se dão mal [...]” (MAQUIAVEL, 2007, p.51). O outro se encontra no capítulo treze: “[...] As tropas auxiliares podem ser em si mesma eficazes, mas são sempre para os que dela se valem [...]” (MAQUIAVEL, 2007, p.87).

Como apontado anteriormente, seu contato com César Bórgia, filho do papa Alexandre VI, influenciou de grande maneira seu pensamento político, sendo que grande parte do capítulo sete é, de fato, dedicada à sua pessoa, intitulado “Os novos domínios conquistados com armas alheias e boa sorte” (MAQUIAVEL, 2007, p.54). Tal título reflete o como Maquiavel considerava Bórgia, que apesar de um homem de boas qualidades e astúcia no campo das relações políticas, contava muito com sua sorte. É importante observar que tal fato ia de encontro com a concepção humanista herdada por Maquiavel no embate entre virtù e fortuna.
Sua experiência diplomática mostra em linhas mais gerais como todos esses líderes que Nicolau Maquiavel teve contato em seu período de exercício de seu cargo na chancelaria da República Florentina, não tiveram a habilidade para enfrentar as mudanças nas reviravoltas da roda da fortuna. Ele pode observar no palco das ações como agia cada um desses líderes, sendo muito importantes para a criação e o desenvolvimento de sua filosofia política. Conforme pode-se observar na leitura de O Príncipe, Maquiavel entra na discussão; se, é melhor para um príncipe ser amado ou temido, ser liberal ou parcimonioso, para afirmar duas coisas: “[...] Reconhecemos todos, que seria muito louvável que um príncipe possuísse todas as boas qualidades acima enumeradas [...]” (MAQUIAVEL, 2007, p.97). E seguindo este pensamento: “[...] É necessário, portanto, que o príncipe que deseja manter-se aprenda a agir [...], em cada caso, conforme seja necessário [...]” (MAQUIAVEL, 2007, p.97)
Somou-se também a sua experiência, o conhecimento profundo sobre os pensadores da história clássica, principalmente os romanos como Cícero e Tito Lívio, e as histórias de Brutus que matou seus filhos pela república, no desenvolvimento de sua noção de moral.

Texto cedido por Jean Vitor Rossetto Caneva (Historia Ufes)

(Lucimar Simon)

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